|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
Validação do índice de Barthel numa amostra de idosos não institucionalizados Fátima Araújo; José Luís Pais Ribeiro; António Oliveira; Cristina Pinto A população geriátrica, nomeadamente, o grupo dos mais idosos constitui um grupo mais vulnerável ao estabelecimento de quadros clínicos associados a algum grau de dependência, que por vezes antecipa a institucionalização do idoso. Um dos instrumentos mais vulgarmente utilizado na investigação e na prática clínica, para avaliar a capacidade funcional para a realização de actividades de vida essenciais, é o IB. Apesar do seu uso alargado, desconhecemos o estudo das propriedades psicométricas deste instrumento em Portugal. Para tal realizou-se um estudo com 209 idosos com idade superior a 64 anos, a viverem na comunidade (três regiões do Norte de Portugal). O preenchimento da escala foi realizado no domicílio do idoso por duas enfermeiras. O estudo das propriedades psicométricas do instrumento revela que é efectivamente um instrumento com um nível de fidelidade elevado (alfa de Cronbach de 0,96), apresentando os itens da escala correlações com a escala total entre r = 0,66 e r = 0,93, pelo que facilmente pode constituir uma estratégia de avaliação do grau de autonomia das pessoas idosas, de uma forma objectiva, nos serviços de saúde, nomeadamente, no contexto comunitário. Embora a estrutura conceptual da escala seja unidimensional, o estudo deste instrumento forçado a duas dimensões veio diferenciar o auto-cuidado e a mobilidade por um lado, e a eliminação por outro. O índice de Barthel apresentou uma correlação positiva e estatisticamente significativa ao nível de p < 0,01,com a escala de Lawton e Brody que avaliaas actividades instrumentais. Palavras-chave: pessoas idosas, dependência funcional, Índice de Barthel, propriedades psicométricas. |
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||